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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

O TERMINAL...

Novamente saí de lá. Os ônibus e pessoas vindos de toda a cidade.

Eu me encontrei novamente com a tristeza. Usurpada com um sorriso falso. Minhas lágrimas já quase secando e novamente se aprontando para um novo espetáculo. Mas, dessa vez esperei para chorar sozinha, no banco frio como o rosto dela, que ficou imóvel entre íris e boca.

Tive torcendo para o celular tocar. Dessa vez viria a mesma voz dizendo que queria dizer mais.. mas, não, eu fiquei no silêncio.

O mesmo silêncio que falou mais por ver duas mãos escondidas na lacuna de uma cadeira. Meus dedos disseram aos dedos dela, acariciando-se pouco a pouco até se perderem para sempre: Adeus, eu te amei!

Acabou a corrente dos dedos, e a esperança de um dia beijar novamente Tina.

O terminal rapidamente escreveu em seu letreiro: Terminou!

Amanhã mais um terminal me leva ao outro lado do oceano, para encontrar um abraço que ficou, por um resto de beijo selado num aeorporto... Isso prova que tudo fica no Terminal!

Bette.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Guerra ou Paz?

Se perguntasse a vocês, a vossa preferência: Guerra ou Paz, o que diriam?

É um pensamento que eu tenho na mente, e sei que vocês também diriam: oras Bette, é óbvio que quer-se PAZ...

Mas, eu não estou comendo tanta farinha aqui no nordeste para ficar burra, ou pegando sol e perdendo neurônios.. Tem pessoas que preferem guerra.

Temos as provas: 1ª, 2ª Guerras Mundiais. A guerra do Golfo, a eterna luta pela faixa de Gaza..

Tinha até um filósofo que dizia: bem-vindas as guerras, pois elas são o controle populacional do Mundo... Que nojo.. mas, pelo ângulo averso, junto a crueldade... isso é bem possível. Quantas pessoas não morrem por elas?

Viram? Tem muita gente que quer guerra. E não pensem que é somente um governo, um país, um chefe de estado... Existem pessoas em seu íntimo, que preferem guerriar consigo ou com o próximo.

E, antes de falar da minha própria guerra, eu tenho de ser justa com um cometário que recebi de uma mulher que não se declara Jenny, um mero personagem de uma história, mas sim, a Gê, aquela que nasceu em Minas e mora em Lisboa.

Eu lamento por ser teu soldado que vai a guerra, lutar por algo que achou importante, e assim como muitos não voltaram, eu também não tenho mais condições de voltar para ti, pois eu morri, fui castrada, perdi meus sentimentos quando uma grande bomba explodiu naquele edifício que me matou também.

Digo sempre, que pior que perder alguém, é ver esse alguém na sua frente, e não olhar mais a mesma pessoa, face semelhante, mas cabeça e lembranças irreconhecíveis.

Mas, acredite: eu lembro do seu pé até o teu último conteúdo de teu corpo e pessoa.

Eu agora irei chorar um pouco, pois não é todo dia que morro e tenho a condição de voltar...

....

Estou agora aqui, sem armaduras, a falar por que eu quero agora PAZ:

Não basta amar, tenho que não ter raivas por alguém que me mostra sempre os dois lados de um sentimento;
Não consigo lidar comigo;
Não tenho estrutura para ser a mulher fortaleza da relação;
Quero e repito, mesmo que vocês tenham tristeza de ouvir: mas, eu quero ser tratada como sexo fŕagil...
Eu tenho saudades de viver um momento em que eu me aceitava.
Não quero brigas..não quero mais gritos, não quero ciúmes...

Se minha Paz é desistir de alguém que me promete estar diferente, me amar, eu me antecipo, por pedir ela antes de qualquer mudança...

HOJE É O DIA EM QUE UMA GUERRA MATOU UMA LEZ... MAS, DEU OPORTUNIDADE A PAZ DE MUITAS OUTRAS... Eu não farei mais mal a ninguém!
  • Teu soldado de linha de frente, que agora tem medo de perder mais uma vida
  • Bette!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

O MOSQUITO DO DENGO...

Aqui no Brasil não peguei nada, nem gripe, bem boca, nem femeas (nossa que ativex)... Mas, o dengo finalizou minha viagem com chave de ouro.

Tudo aconteceu devagar, os sintomas começaram com uma falta de vontade de sair, uma certa depressão pós-parto (quis dizer, partida..rs).

Fui vencendo a saudade do que ficou, tentei lidar com a nova conjuntura em que encontrei a minha ex. Mas, sentia-me cada vez mais débil, febril, cansada, e frágil..

Percebi que ao sair, me sentia mais forte e esquecia mais facilmente meus pensamentos e as dores no corpo...

Certo dia fui ver também que meus amigos, conhecidos, e todo o bairro saia de casa e também sentia uma certa febre que os abala quando se encontram com seus pensamentos a sós.

Eu sabia que havia alguma coisa dentro da casa deles, e aqui na minha. Mas, só sentia quando o eco do silêncio me tocava, nas vozes do tic-tac da madrugada. Não estava a salva depois que toda companhia era desfeita, os beijos não dados, e as conclusões do dia, que se misturavam comigo e meu passado.

Zunnn.. Zun..Zun. Ouvi algo diferente. Era algo que se reproduzia facilmente, agora entre as larvas da saudade, medo e solidão, o mosquito do dengo se reprozia aqui em casa, no copo do chop, na chícara do café. E, o seu crescimento confundia-se com o acelerar de meu coração.

Compreendi por que as pessoas não queriam ficar em casa, ele estava lá se reproduzindo facilmente, suas lágrimas causavam água parada...

Peguei o dengo, e como efeito, tive choros constantes, febre de saudade, confusão mental, vômitos de arrependimentos e ao final, tive de ligar o soro na rede virtual, para encontrar ela: a cura.

Bette.
em delírios..

sábado, 21 de fevereiro de 2009

IDENTIDADE.

A primeira identidade:

Uma mulher que acordou, falou com o computador, sentiu saudade, riu, quase gozou consigo mesma. Pulou de alegria num aniversário de uma amiga. Por alguns intantes esqueceu que tinha tanto tempo distante das pessoas, e cantou com elas músicas antigas, como se nada tivésse parado a convivência - Nesse momento, eu lembro que olhei-a no reflexo da mesa e ela era feliz...

A segunda...

O carnaval lá fora, a feijoada e camarão, que mesmo sem combinar, eu comia os dois pratos desenfreada - Nesse momento eu me vejo impulsiva e dúbia.

A terceira...
Fui para casa, um banho rápido. Me lembro que estava brincalhona - eu parecia uma criança.

" Papapará..paparará...tará.. Olha a cabeleira do Zezé será que ele é, será que ele é"...

A quarta..
Entrei novamente no carro, e na espera do momento família, olhava para o celular, e tinha vontade de ligar... Mas, não podia ligar para ninguém; uma estava longe, e a outra acompanhada.. Fiquei duplamente deprê - E nesse momento me senti triste e sozinha...

"Ou jardineira porque está tão triste, mas que foi que te aconteceu"...

A quinta..
Cheguei ao cinema. Assisti "Se eu fosse você". Ri muito e por alguns instantes, esqueci de quem eu era e meus sentimentos lá fora - Me sintia uma mulher livre.

A sexta..
Foi então que saí do cinema. Passos demorados, estava encantada com os sorrisos de minha velha. Fazia tempo que eu não me sentia filha dela e a via sorrir - Nesse momento, eu me senti acolhida e gostei de ficar frágil escorada nos ombros dela.

A sétima..
Mas... depois de ficar feliz, triste, emotiva, frágil... Eu vejo uma identidade esquecida, como aquela foto que eu guardava na parede e foi para a gaveta.

Nessa foto e nesse passado, eu namorava um cara, achava que ia casar com ele. Nunca tinha pensado em mulheres. Era uma pessoa feliz, e sem tantas confusões mentais...

Mas, um certo dia, eu me senti a mulher mais traída do mundo, ele me traia por 2 anos com ela.

A oitava..
E de um sábado para domingo, aquela Bette forte e sociável, perdeu seu rumo, conheci corpos de homens que me fizeram sentir vazia. E quando menos esperei, uma amiga me deu o remédio para a carência e falta de rumo...

A nona.. Já quase sem Identidade:
Quem sou eu mesmo? O que eu quero? O que eu queria no fundo da gaveta?

A décima..
Senti uma certa inveja daquela mulher que podia ser eu, levando uma vida normal. Ela talvez não conheceu o que eu conheci.

Não lamento por ter conhecido o mundo LEZ, perdi muito do meu preconceito, compreendi novas verdades.

Mas, talvez as primeiras civilizações ficaram na caverna pois sabiam que tinha algo a mais lá fora, e nisso, de certa forma, quando um ousou sair, houve medo do Novo. E aquele tal ser desbravador, viu que tinha sido expulso do seu antigo mundo, e que era feliz lá nele. E quando tentou viver nesse novo meio, viu que tinha nascido quase cego.. e questão de horas, foi mordido por animais, passou fome e frio, e assistiu sua morte lenta, arrependido de ter vivido num mundo que não era dele - Ele não estava preparado.

Durante um processo de evolução, aqueles novos moradores da luz, começaram a criar sua própria resistência. São as Lez que já nasceram Lez, ou aquelas que tinham dentro de si algo já na sua escrita, que não causava dor nem repulsa de ter trocado a luz pela falta de luz.

Eu nasci na escuridão, e não sei ver direito nesse clarão inteiro.

A minha identidade quer ser reencontrada e reestabelecida. Esse tempo de 2005 até agora, eu vivi no outro lado da caverna, no clarão, e quando sinto frio e insegurança, volto ao escuro.

E diz o ditado: uma mente que se abre a uma nova idéia nunca mais voltará ao seu tamanho original

Se eu quiser voltar a caverna, reencontrar minha identidade, não irei de esquecer tudo que aprendi, o respeito que tenho pelo clarão de uma sociedade que devia viver na luz.. mas, aqueles que não sabem viver aqui, tem de recuar e ser claros consigo mesmos e dizer: Eu tentei. Não me critiquem!

E, ENFIM, O REGISTRO...

Minha identidade já possui uma segunda via, eu não tenho mais como tirar outra. E a data que teve sua expedição, é justamente um mês antes de eu encontrar o meu primeiro amor LEZ.


Desculpem por qualquer coisa. Preciso de PAZ e um pouco de escuridão.
Eu só sei mostrar CARVÃO nesse mundo!

Bette.

Cuidado com a Phyllis...

Não estou falando de nenhum remédio, doença contagiosa, ou sensação.
A Phyllis, para quem não conhece, é a minha diretora em TLW. Ou melhor, ex-diretora. Já que ela na 6º temporada, além de despedí-la, deu em cima de Bette.

E aqui, no Brasil, acabei encontrando uma Phyllis essa semana. Com um bom cargo e a sedução descarada.
Foi no encontro da Fundação.

Estava com cara de mulher séria, apesar do decote. Era hora de resolver meu futuro. Minha Bolsa com aquele órgão que financia o doutorado.

A reunião estava marcada para as 14hs, e já eram 14h40 e essa tal diretora não aparecia.
Aparentemente estava calma, mas por dentro queimava de ódio com a irresponsável.

As 14h57 ela entra na sala, com cara de importante e uma roupa séria, e..sem decote.
Achei a imagem dela interesssante, apesar de irresponsável.

Não houve nem um: desculpa.. Sua arrogância não permitia.

Vamos ao que interessa - disse ela.

Nem sabia quem eu era, mas, pediu que eu entrasse na sala dela, e falasse.

Entrei na sala. E junto levei uma amiga, que entrou em contato com ela. Foi meio assim: ela que conseguiu o contato de alguém que conhecia outro alguém, que era filho do outro contato que trabalhava com alguém que conhecia ela.

Mostrei a ela meu projeto, e a Phyllis olhou atentamente para baixo e em meu decote. Minha amiga ficou pasma olhando aquela mulher, e entendeu que ela havia descaradamente olhado como pegadora.

Pediu que eu falásse de mim, e comecei a falar. Ela cada vez mais mudava sua face, e eu senti que ela gostava do que eu falava.

Ela mudou o foco da minha fala, perguntando: você esteve na Holanda, eu adoro aquele cenário, acho tão romântico.

Falamos de qualquer coisa que não era meu projeto. E eu realmente me sentia mal.

As duas mulheres na sala falavam de suas experiência, e minha amiga me vendia como se eu fosse uma Ferrari.

Mas, o projeto, nada!

Acho que me transformei numa Lez que o radar das outras Lez apitam em eco estridente.
E foi assim que ela flertou comigo, e pediu para minha amiga sair.

Fiquei boba com a cara de pau, mas pensei: vamos aproveitar a possibilidade, afinal, talento e conhecimento não estava resultando..rs.

Ela sentou ainda mais perto, pegou minha mão e disse: agora eu entendo o que sua amiga falou, você é muito competente.

Competente? Ela nem havia lido nada. Nem sequer sabia do que eu sonhava ou fazia.

Compreendi ainda mais que o conhecimento não vence muita coisa, e que relações de compadrio/QI ajudam mais que um bom projeto.

Ela me deu o seu número, e pediu que eu ligasse para ela quando tivésse certo o início do processo do doutorado. Ou quando quisésse.

Eita mulher fogo! E dada..rs.

Ela era intrigante e sem perceber estava quase aceitando os olhares dela. Sua funcionária entrou na sala, e ela disse que tinha que sair.

Fui embora me sentindo vendida..rs. Mas, com o futuro garantido.


Beijos meninas.
Bette.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

O número 1 para Lezies


Cabeça vazia.


Terreno fértil para o diabo!


Tava aqui refletindo sobre o número 1 e seu significado na vida das lezies. Lembrei de amigas, namoradas e personagens de seriados, e cheguei à algumas conclusões:



  1. O primeiro beijo lezie a gente nunca esquece (dizem que há controvérsias).

  2. Lezies beijam no primeiro encontro (dizem que há controvérsias).

  3. Transam na primeira semana (não sei se há controvérsias).

  4. Dizem eu te amo antes de completar o primeiro mês.

  5. Começam a namorar antes do primeiro mês (mesmo que não seja declarado entre elas).

  6. Querem morar juntas antes de completar um ano.

Me pergunto: o que há com o número 1 na vida de uma pequena lez?


Por que ele implica tanto que nós, lezies indefesas que ainda esperam a Batwoman para salvar-nos, sofremos de um certo distúrbio de ansiedade?


Partindo do 1º item, pra quem se achava hétero e deu o 1º beijo em uma menina, este torna-se inesquecível pelo fato de um novo mundo se abrir. Eu me lembro do meu 1º beijo numa menina. Ela disse que seria sensacional, que eu viria lantejoulas e purpurinas, e se demorasse, até a Smurfete passaria na minha frente, e relembrando minha reação, acho até que fui meio grossa quando respondi à sua propaganda dizendo: "Não vi nada do que você disse! Te beijar foi tão normal quanto beijar qualquer cara na buatchy". Super grossa, não? Me redimi em pequenas doses depois que começamos à namorar.


O 2º item acaba se juntando ao primeiro. Pra mim vale a partir da segunda lezie, pois a primeira penou horrores pra me passar o rodo. Olhei ela (a 2ª) dando sopa, conversamos, dançamos e no meio do povo nos beijamos.


O 3º item (ao menos pra mim e pra maior parte das lezies que eu conheço) é fato! Depois do 1º beijo, cria-se aquela tensão sexual imensa e que entre duas mulheres, dura geralmente uma semana no máximo! Não que sejamos fáceis, mas creio que entre duas mulheres, este pudor da facilidade diminui, pois temos os mesmos hormônios (mesmo que em dosagens diferentes), e temos os mesmos tabus propagados por toda raça feminina. Se fosse prum homem, a gente não "daria" (em alguns casos) por receio dele pensar que somos fáceis, mas se damos (para as passivas e reflexivas)/ comemos (para as ativas e reflexivas) pra uma mulher, na prática a classificação se aplicaria para ambas, correto? Logo, este é um item purgardo do nosso cérebro. E depois que rola o primeiro, parece que colocaram uma pilha duracel em cada lezie, pois é toda hora!


O 4º item vai para aquelas sortudas que conseguem ficar com uma lezie mais de uma vez, iniciando um fica, um rolo ou até um namoro. Mulheres são por si só extremamente emotivas! Tudo é um sentimento, uma coisa que vem de dentro, uma emoção, e é uma coisa que ela não sabe guardar pra si. Tem sempre que jogar pra quem estiver perto, quase que num jogo de petecas. Então aquela coisa que a consome e que a deixa num estado extremo de excitação perante a leziezinha com quem troca saliva, se transforma na nossa conhecida oração: "Eu te amo". E tudo é um amor, uma troca de objetos pra que se lembrem sempre, uns olhinhos brilhando... Ai ai!


O 5º item é quase que consequencia (lembrem-se que nas novas regras ortográficas, o trema não existe mais) do 4º. Disse eu te amo, o namoro é batata! Vem logo depois, ou durante pra ser mais rápida no gatilho e antes do calendário acabar o ciclo mensal.


O 6º item é praquelas guerreiras sobreviventes da rotina, promiscuidade do mundo, tentações, brigas, hormônios, falta de sexo, excesso dele... Anyway! Piadas dizem que lezies trazem um caminhão de mudança no primeiro encontro, mas a bem da verdade, acho que ele vem só no primeiro ano.


Eu até então não consegui a proeza de completar um ano com nenhuma, mas o restante meu "bein", fui com tudo!


xxAlicexx

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Quem salvará o mundo lez?



Dia desses resolvi entrar na net um pouco pra dar uma lida nas notícias, já que eu me abstenho de assistir televisão e as bobagens que nela passam, quando me deparo com a seguinte manchete: Novo gibi mostra que 'Batwoman' é lésbica [http://br.noticias.yahoo.com/s/16022009/48/entretenimento-novo-gibi-mostra-batwoman-lesbica.html] .
"Wow", pensei! Isso é babado! Fiz uma busca em minha memória e não me recordo de ter visto um super herói ou super heroína que tivesse sua orientação exposta e declarada nos gibis.

Sempre houveram comentários de que o Batman tinha um caso com o Robin, e creio que pelo fato de os autores se virem diante do dilema de mudar o curso da história deles que perdura por mais de 4 décadas, deixaram os dois como estavam: no ármario.

No entanto, para atender a tal da "demanda", cria-se a versão amadurecida da Batgirl, com o perfil de uma "socialite lésbica à noite e uma combatente contra o crime mais tarde da noite".

Ok, vendo o desenho dela, já me vi a imaginar situações, mas isso não vem ao caso.

Me pus a perguntar, com qual tipo de crime a Batwoman lez vai lidar... Se serão os homofóbicos, se serão os de assalto, se serão os de estrupos, se serão os contra as mulheres, ou ela vai fazer a linha PM, que vai desde gato na árvore à tráfico de drogas.

Hum, contra mulheres seria interessante, e sem bancar a heterofóbica (pois é uma falta de respeito com a orientação alheia), o combate ao crime contra as lezies seria uma ótima mesmo, tendo em vista o sofrimento de várias tooshinhas.
Lezies que estão nos seus armários, indefesas em suas peles de hétero, ou às escondidas na calada da noite de balada LGBT sob o pretexto de que beijar meninas é "só pra coisar e/ou causar" temendo o julgamento dos demais que a rodeiam.

Lezies que são sequestradas pela imagem de boa moça que casará com um bom homem e terá lindos filhos em sua família porta retrato, e que na verdade queria ter um relacionamento à la Bette e Tina.

Lezies que sofrem pela promiscuidade do ser humano, onde as mulheres com quem se relaciona não objetivam nada além de uma noite de prazer egoísta, esquecendo de projetar a longo prazo.

Lezies que conseguem ter a sorte de encontrar alguém que gosta, mas sofre a pressão da família por "não ser isso que sonharam pra você".

Lezies que encontram a lezie cara metade, mas que o destino faz delas uma Faixa de Gaza e bombardeiam até que elas se separem.

Lezies que são uma junção de tudo isso, e quem sabe muito mais.

E então cara Batwoman, a quem você irá salvar?

xxAlicexx

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

O Partido das amigas...

PT, PB, PS e AA.. Mas, AA? isso também é partido?

Deixa eu atacar novamente na politicagem, sem muito aprofundamento, para vos explicar sobre os partidos delas - as AMIGAS. Essas que influenciam tanto na escolha das suas próprias candidatas.

o PT - partido do então presidente, ou melhor, da presidente e namorada da Tina. É o partido da Tina. Ele foi fundado em 1983, numa marternidade em São Paulo. Depois, foi durante anos acolhido pelas amigas paulistas e a grande fervorosa apoiadora de BH, ex-moradora de SL, que declara total ódio ao PB, e manda ela ir a PQP, mas que cidade é essa?

Elas geralmente apoiam a felicidade da PT, e excluem tudo que é do PB, e acham que esse é o pior partido do mundo. Fazem críticas em MSN e pessoalmente.

O PB, é o partido da Bette. Esse é o partido de amigas passivas de Bette, que entendem que ela não presta, mas ela merece. O PB diz que a atual presidente do PT é muito a baixo do mandato que cabe a ela, e fazem criticas cruéis a sua pessoa. Mas, eu bem entendo que isso é partidarismo e politicagem de amizade, e não me impressiono com meu colegiado.

Relembramos que no passado o P.B esteve filiado ao P.T e chegou a ter Bette presidente do P.T. Foram meses de grande exercício do cargo, mas infelizmente, teve de vingar-se na política de outro país.

Mas, é certo, que nunca houve uma demissão oficial de Bette no P.T. Pois um memorando interno realizado pela internet não tinha um cunho oficioal, e isso o P.B julga como manobra "Sacana" e Política do P.T..rsrs.

Tem também partidos contra o PB que nem mesmo possuem um nome. Esses são o povo, esconde-se na massa, e diz que tudo é culpa do PB.

O PS, é o partido da SHANE, e todo dia muda de sócios e inimigos ferreneos. É formado pelas amigas que ela pega atualmente, e pelas que atualmente não pega..rs. Geralmente tem duas presidentes, que geralmente trabalham na mesma cúpula e nem sequer se conhecem... Isso aqui que é jeitinho brasileiro..rs.

E há um outro partido. O AA. Mas, acho que não é bem um partido, mas é um jeito Al-lice anônimos que precisam de reuniões constantes com alguma Lez-mor dramáticas, que julgam que todos os outros partidos estao errados e precisam se tratar mesmo, pois estão viciadas em repetir o nome de suas mulheres umas 32 vezes por minuto, como DANA; DANA::DANA::::: e cultivar bonecos em sua sala, beijá-los e jogar o vudú no lixo tentando se livrar.

Nada contra minha amiga Alice... mas, todas precisam mesmo frequentar o A:A:
Essas amigas do partido P.T. que fazem inferno do P.B, precisam mesmo de uma ajudinha básica.

Eu, longe de qualquer amiga e partidarismo, tenho minha opção, mesmo que seja "Complicated", e não vou escutar nenhuma dessas loucas falando do que eu devo fazer. Ouviu Primeira Dama do P.T?

Beijos ou melhor, Satinhos do P.B para vocês!!!

Bette.
Se for presidente, prometo..kkk.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Segunda, Samba, Sorriso e Saudade...

Quanto "S". Já viram que o Esce ou melhor, o S, parece com a curva de uma mulher?
Ui.. quantas curvas eu vi hoje.

Sem maldade com minhas amigas de turma, pois para mim amigas de turma são como: homens..rs, ou anjas sem sexo..

Cheguei a me assustar com os seus corpos, como elas estão lindas.

Eu analiso, que para alguma coisa serve ficar no sol quente das escolas públicas contando até 8 e vendo marmanjo te malhar o trabalho, ou ficar nas academias pulando na frente de boyzinho e paty...Quanto orgulho de ver essas mulheres beberem feito tanque de posto, e não ficar nada retido também.

Eu por sinal, já estou com uma barriga de barril de cerveja..rs, essa vida de burquesa já vai acabar...Pena!

Que saudade tinha daqueles sorrisos loucos. Da putaria sem razão. Do Chop na mão. Elas parecem mágicas. Umas Mister Ms. Conseguem fazer desaparecer o liquidozinho amarelo queimando em segundos.

E, Segunda-feira tem samba minhas malas? (foi o que perguntei no telefone antes de sair de casa).

Sim.. e delicadamente elas mandaram eu levantar minha bunda da cadeira e entrar no primeiro ônibus verde...

O samba foi certamente um dos achados especiais de uma amiga que sai de segunda a segunda..ou vida difícil.. minha mala hétero que eu sempre achava minha ídola, como ela consegue fazer isso. Ela desceu um pouco o nível de qualidade, e admiraçao..rs, afinal, agora usa uma veste de mulher casada, e só fala do carinha e mostra a aliança..pfff..gosto...

Jorge Aragão, Zeca, Martinho.. até o pixinguinha apareceu lá.

E eu como sempre não peguei nada, só a conta..kkk.

Coloquei no colo minha amiga lez, sem medo de ser julgada. Eu sei que ela olhava-me meio impressionada com minha mudança de ação. Pois ela só tinha na mente aquela idiota homofóbica que deixou de andar com ela quando descobriu que ela era Lez, e que estava apaixonada por mim.

Também bebi com ela e pedi perdão, só faltou o choro para ficar mais lindo.. mas, claro, elas lembram da imagem durona de Bette que sempre dizia: Bette nunca chora...

Lembramos da minha fama de pegadora, meus momentos de surto intelectual e de vontade de mudar o mundo. Elas confessaram que se distanciaram de mim, eu era uma CDF insuportável..rs. Mas, mesmo assim elas me amam e têm raiva de mim também, por eu ter razão.

Tinha até me esquecido de histórias clássicas: os jogos que pegávamos de Vinte para as seleções nacionais, os dias que bebíamos mais que treinávamos...as viagens de congressos...os dias dentro dos ônibus lascados.. os seres interessantes que pegamos.. os trotes nos calouros... os backs..as brigas idiotas.. as aulitas e greves adoradas... Como éramos felizes na faculdade lixada e não sabíamos. O banbuluá continua lá..eu vi!

Um dia prometemos saber de onde ainda vem tanto frango duro do Restaurante Universitário...

O samba apaga tudo de ruim. E ressalta a saudade boa e felicidade.

No final todo mundo se ama e jura eternizar os momentos em que a cerveja e a música une as pessoas numa segunda, num samba, com sorrisos e para matar a saudade...

mas, ainda é segunda-feira: "Se eu quiser fumar eu fumo, se quiser beber eu bebo..pago tudo que consumo com o suor do meu emprego.."

Que sensação gostosa.

Beijos.

Bette com tanque cheio e,
eu ainda desenho um quatro com as pernas e teclo com os dedos...