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terça-feira, 31 de março de 2009

O sexo como pecado...


Olá, estou aqui. Já consegui sair da cama depois de três dias, vou tomar banho, e quem sabe, hoje, depois de 15 dias, eu consiga pensar em sexo...

Não sei quando foi isso, mas eu não consegui pensar no sexo como algo correto, não é questão de desejo, e sim, de bloqueios.

Algumas pessoas também devem ter sentido isso, na primeira relação, ou, quando se sentiu culpada de algo...

Mas, essa história psicológica tem mais que minha e a idade de todas nós juntas.

Alguns falam o marco da consciência cristã e os seus "designos". A valorização do Estado pelas leis monogâmicas na maioria das populações Ocidentais. A "Igreja" como a principal disseminadora da equação: sexo - casamento = pecado.

E foram escritas leis psicológicas que programaram muitas das mentes que andam por ai:
Sexo só com um parceiro.. Sexo depois do casamento..sexo em momentos propícios.. não se pode pensar em sexo em certos momentos de dor.. sexo sim..sexo não...sem falar, no sexo com a pessoa do mesmo sexo...

E fomos crescendo, seja em qual época e sistema, subjulgados na idéia de "latrocínio" (roubo seguido de morte) depois do sexo, como se além de termos deixado roubar nossa pureza estaríamos morrendo diante daquele ato.

Eu já tenho 25 anos, e estou há quase 2 semanas sem conseguir fazer isso. Não porque só agora eu perco a minha "virgindade" (claro que não!), mas sim, porque psicologicamente, a dor de perder alguém querido, fez-me carne incapaz de sentir prazer.

Esse também é um outro lado da visão "sexo como pecado". É difícil perguntar para aqueles que encontram sobre a mesma cena que "Bette", se se sentiram dessa mesma forma. Não sei se essas conclusões são somente minhas, mas, eu não tenho somente a falta do desejo, eu tenho uma certa gota de padrões psicológicos que me fazem sentir-me incapaz de me lubrificar, incapaz de deixar alguém tocar em meu mamilo..por que, além da dor que eu sinto agora, eu fui programada a não poder gozar, o padrão pede que eu continue sofrendo.

Tenho de esperar, tentar esquecer ou conviver com o antes e o depois.

Não é fácil. Estou aqui sendo sincera, não é piada, talvez essas gotas que caem no teclado agora, também sejam dos meus olhos.

Ainda me sinto na época da inquisição nos meus próprios pensamentos, e, se a pessoa que deita comigo não perceber isso, será mais uma noite de sexo mal feito em um corpo que sente-se impuro como num pecado...

Bette...
sem mais..

sexta-feira, 27 de março de 2009

Acreditah bunitah...

...na força da peruca, já dira uma beesha amiga minha.

Me lembro que quando aprendi a ler, queria fazer com que o mundo inteiro soubesse disso.

Que quando parei de fugir de casa pra ir jogar Street Fighter no fliperama no buteco em frente em casa no meio de um monte de bofes brutamontes que enchiam a lata de cachaça em plena tarde, queria fazer minha mãe acreditar que estava realmente em casa cuidando do meu irmão e fazendo as tarefas domésticas.

Que quando fui dar meu primeiro beijo, queria que o menino acreditasse que os mil e um treinos na laranja e no joelho tinham me tornado uma expert no assunto e que iria arrebentar quando chegasse a vez dele.

E assim como todas essas provas causaram reações diversas, acho que as mais adversas delas se deram quando contei que tinha uma namorada para as primeiras pessoas.

1ª pessoa: amiga da cidade natal via msn

Amiga baixota: iai? tá boua?
Alice: tô mais ou menos
Amiga baixota: pq?
Alice: ñ posso desabafar cm ngm
Amiga baixota: pq?
Alice: um segredo q tá me corroendo por dentro, e tá me fazendo sofrer
Amiga baixota: vc é toosha?
Alice: :O
Amiga baixota: conta logo!
Alice: tá, vou contar! mas vc promete que não vai mudar comigo?
Amiga baixota: tá boua? lógico que não!
Alice: eu tenho uma namorada
Amiga baixota: sabia q vc era toosha! XD
relaxa! vc continua a msm pessoa! agora desabafa mulher! o q foi que ela te fez?
Alice: ai q meda q vc cortou meu barato e meu momento suspense/ dramático!
Amiga baixota: sendo fã de quem vc é fã, ñ tinha cm ñ ser toosha!

Amiga baixota: morra pra ela! Reação: \o/
Prêmio Eu Já Sabia Bunitah!

2ª pessoa: melhor amiga beesha

Alice: Bee, lembra daqulela minha amiga que eu saía direto?
Beesha: Lembro sim mona. Adorei ela! O que tem ela
Alice: Bee, ela deu em cima de mim. Horrores e por muito tempo!
Beesha: Não creio! E você? Me amarrota que eu tô passada!
Alice: Ai bee... me fudi! Caí horrores na dela, e estamos namorando... há séculos! Mas ela mudou de cidade, e estamos à distância e tals.
Beesha: Não creio monaaaaaaaa! Passahdah pra senhoraaaaaaa! Raxa a sra tá louca do seu edi? Isso não tem nada a ver com vc! Vc gosta de bofe! BO-FE!
Alice: Também bee, mas sabe? Me apaixonei por ela, e ela é difícilllllllllll... O que eu faço?
Beesha: Esquece isso mona! É fase! A sra não é do babado e nem leva jeito pra isso! Faz bofe horrores e apavora no dark. Deixa essa raxa uoh pra lá. Isso só aconteceu pq a sra tava carente.
Alice: Ai beesha! A sra é tão incompreensiva. Nunca esperei isso da sra! Logo a sra, com quem eu causei horrores na buatchy, que é a primeira beesha que eu conto, e que é gay também! sua uoh! Mas tudo bem. Não esqueci que a sra tb é homem, logo, insensível!

Beesha: morra pra ela também! Reação: Grrrrrrrrr =@
Prêmio Uoh do Borogodó!

Continua...

xxAlicexx

quarta-feira, 25 de março de 2009

Agradecimento especial pelo template novo

E dando uma de Jô Soares, mando meu beijo da gorda especial para a criadora (ou criador, pois acho esse nome unisex) do template que deu cara nova ao blog, Elke di Barros, do blog Template e Acessórios.

Tudo bem que penei tentando arrumar alguns errinhos na programação dele, mas o que vale é o resultado!

Agora você pode ver quantas pessoas andaram no blog, quais blogs nos lemos também, quem são as nossas seguidoras, uma breve definição de cada membro que escreve o blog, e lógico, as postagens.

Ao final de cada postagem, você ainda pode deixar seu comentário, e classificar a postagem segundo sua opinião em BABADO (quando o assunto for algo polêmico e que gere muita discussão e interação), INTERESSANTE (quando for uma notícia que te atualize0 e LESBODRAMA (quando for aquele chororô sem fim e drama por conta daquele relacionamento que não deu certo, da mulher que está longe e por aí vai).

Pra classificar, é só clicar no box ao lado de cada nomezinho.

Thanks

xxAlicexx

Não à violência homofóbica!

Mais uma notinha de utilidade pública by Alice!

Universidade pune aluno por agressão e homofobia em Minas


BELO HORIZONTE - Agressões verbais e físicas por suposta motivação homofóbica levaram a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) a punir um aluno do curso de engenharia da instituição. O Conselho Diretor do Programa Permanente da Moradia Universitária se reuniu extraordinariamente na segunda-feira, 23, e decidiu que o agressor - cujo nome não foi divulgado - tem 15 dias para deixar o alojamento estudantil.

Conforme a universidade, a agressão ocorreu na madrugada do dia 14, quando a vítima - um aluno do curso de Artes Visuais, identificado apenas como Fernando - e uma amiga chegavam na Moradia II, no bairro Ouro Preto, região norte de Belo Horizonte.

No boletim de ocorrência da Polícia Militar, o estudante de Artes Visuais conta que quando estava próximo à portaria da moradia foi surpreendido pelo agressor, que o atingiu com chutes pelas costas. Ele disse que a namorada do acusado apoiou o ataque e foi chamado de "bichinha" e "viadinho" enquanto era agredido.

O Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS!) classificou o incidente como um "caso explícito de violência homofóbica" e divulgou carta aberta à instituição cobrando punição ao agressor e aos profissionais de uma empresa encarregada da segurança da moradia, "que assistiram e permitiram tamanha agressão".

O aluno agredido se submeteu a exame de corpo de delito, no Instituto Médico Legal (IML). De acordo com a UFMG, ele ficou com hematomas na perna e teve um corte no lábio. A universidade instaurou uma Comissão de Processo Disciplinar analisar se há outras punições aplicáveis para o episódio. A Polícia Civil abriu inquérito para investigar o caso.



Não é por nada, mas eu sei bem o que é isso. Nunca sofri nenhuma agressão física, mas já sofri agressões psicológicas com insinuações de várias pessoas a respeito da minha orientação antes mesmo de eu me dar conta que era gay.

Você, quando sofre qualquer tipo de agressão, seja ela psicológica, verbal ou física por sua orientação sexual, chega a questionar o sentido de tudo isso, e se acreditar em Deus, questiona até o motivo pelo qual ele te fez assim.

Afirmo isso, pois é assim que me sinto quando coisas do gênero acontecem. E não adianta escrever num blog sobre experiências, sobre a defesa de direitos humanos, sobre um cotidiano, se eu enquanto ser humano não obtenho respeito das pessoas que me rodeiam.

Pelo simples fato de ter consciência que nem todas as pessoas serem "preparadas" para tomarem conhecimento de que a diversidade existe, seja lá qual ela for, ainda escolho aos dedos as pessoas que devem ou não saber que o anel de aço que visto em meu dedo simboliza minha namorada, e não um simples costume de me envaidecer.

Já tenho em mente um post a respeito de quem tomou conhecimento e suas reações, e acredite, não adianta discutir e apontar apenas para os heterosexuais o ato discriminatório, pois isso ocorre entre nós mesmos. Eu mesma acabo de fazer uma. Nos diferenciei dos demais, segregando o ser humano em partes ou comunidades diferentes.

Voltando ao raciocício, caímos na questão do padrão (que eu cheguei até a questionar no post de educação) de esteriótipo.

Se você não está dentro do "padrão" de comportamento, seja em vestuário, modo de agir, de falar, já é tido como diferente e inicia-se um ato discriminatório. Há pessoas com nível de tolerância ínfimo o suficiente para agredir aqueles que dele são diferentes, e enquanto não nos enxergarmos conforme as próprias leis de igualdades que nós criamos, sempre haverão os skinheads, os mauricinhos que se relacionam secretamente com gays e temem ver seu segredo exposto, os que acham que são donos da verdade e que todos são obrigados a seguí-la, e os que por conta dessas e outras retornam aos tempos trogloditas e acham que podem mudar o mundo e as pessoas, e fazê-las aceitar suas idéias na base do tacape.

Deixo aqui meu pensamento revoltoso e prostestante contra todo tipo de discriminação, rotulação e violência contra o ser humano.

xxAlicexx

Relatos de uma "Rapariga"…

Ops, desculpa Ana, é Moça..vamos lá:

Relatos de uma moça..


Ana foi a minha primeira mulher depois de Tina, com ela, acho que nunca falei a ninguém, mas, namorei uma semana, depois acabei por dois meses, voltei para casa dela algumas vezes, namoramos mais um dia, e, depois que briguei com uma e outras pessoas, ela sempre esteve lá, guerreira e pronta para me suportar.

Hoje somos somente amigas de "Colour"..rs.. E, ela me chama de hétero..

Agora, ela mora em Portugal, e quando falamos ao telefone, claro que eu brinco: fala rapariga...

Foi dessa conversa que surgiu algumas expressões que vocês precisam conhecer, para saber que ela, a Ana, aquela mulher quase “santa, pois adora um aphe maria” (rsrs), hoje mora no país mais pervertido do mundo.

Ai vão os relatos de uma situação...

Ana estava sentada na mesa de uma Tasca (um bar tradicional que é especialista em vinhos) e senta para pedir uma Cerveja e a Sra. Dna. Manuela diz: Ou Jaime, vá atender a Rapariga, mas diga a ela que cá só vende vinho. E bem baixinho diz: Brasileiro vem a um lugar de vinho pedindo cervejo..oras.

Ana assustada, com o nome RAPARIGA, e o não poder beber CERVEJA (acho que mais preocupada com isso mesmo..rs.).. grossamente, do jeito que só ela sabe ser..

Pausa para dizer com o (consentimento dela) que Ana é daquelas Lez que parecem ativonas, só falta puxar um objeto do meio das pernas, mas na cama demonstra toda doçura e passivês chamando-nos de "Aphe maria..mais, mais, não para por favor"...

Voltando..

Ela diz: Ou Sr. Mais respeito.. eu não sou Rapariga nem aqui nem na China..

E o Jaime diz: ou Sra. Brasileira, eu não tenho nada contra vocês, tenho uma Rapariga da sua idade que lá foi ao Brasil. Na verdade, eu além de uma Rapariga, tenho dois putos quase da sua idade lá em casa que já foram morar fora, e sei o que é ser imigrante, não estou lhe tratando mal.

E a Ana, mais grossa ainda diz: o Sr. é cafetão? Diz com toda cara-de-pau que tem em sua casa uma rapariga e dois putos?

Ai..ai..ai. – Fala a Dna. Manuela lá da cozinha. - Ou Jaime, explique a ela que você não é esse tal de Cafetão.. Mas, o que é mesmo cafetão?

E Jaime fala: Não sei mulher, o que é cafetão. Deve ser um raio de pessoa que vende café. Será que ela quer café? Então Rapariga, fique no rabo da Bicha que iremos te servir uma bica.

E a Ana, já achando que as "Europas" era coisa de doido e que ali podia falar o que quisesse, grita: Olhe, eu sou lez ou o que você quer me chamar, mas eu não como bicha nenhuma, não vou ficar no rabo de ninguém, e nem sou rapariga, e que bica é essa que eu vou tomar, eu não gosto de fazer sexo oral em homem, não..ME RESPEITE, EU GOSTO É DE MULHER..

E sorrindo, um Brazuca muito macho grita, com um agudo insuportável: ou querida, ele te chamou de moça (rapariga), puto são os filhos dele (rapazes), o cafetão (que faz programa de "meninas") aqui é Chulo, e tu nem sabe do mais engraçado, tu não é sapatão ou Lésbica, como quer que te chamem, você em Português daqui é Fufa, e eu.. eu não sou fila (bicha), eu sou mesmo é bichaaaa (e comenta: não sei porque eles chamam bicha de fila, que afronta), e aqui bicha, eles chamam de Paneleiro...mas, eu gosto mesmo de ficar no rabo (final) deles. rsrs. E fazer um broxe, que é o mesmo de sexo oral em homem..portanto, nunca diga que broxou vendo ele..ou que quer comprar um broxe...

E para te ajudar logo, quando ti for numa papelaria pedir uma Durex e o vendedor te olhar com cara de espanto, vai saber que aqui DUREX é uma marca de CAMISINHA, sei que tu não vai precisar de uma camisinha..kkk. Então diga: Sr. quero uma FITA COLA, para colar sei lá...

Vamos tomar uma bica (café) que eu te apresento o Maria Lisboa (boite Lez). Mas, qualquer dia vai ter de ir na "tramix" (acho que foi isso que entendi) que lá só tem bofe lindo...não é para teu bico, claro.
...


Gente, coitada da Ana, por essa ela não esperava. Mas, que povo pervertido!

Ana, espera ai que eu vou te fazer uma visita nesse país pervertido, e vamos fazer um Flash back.. e deixa que eu te mostro a tradução..kkk.

Beijos lindas....
Bette.

domingo, 22 de março de 2009

Ô Barbie, tas velha..mas, com um corpinho..

Ai, se eu tivesse dinheiro... Essa é a minha, a nossa e a frase deles.
Antes, hoje e depois.

Se eu tivesse dinheiro quando “pirralha”, eu só queria uma coisa: o namorado da Barbie.
Eu também poderia querer a casa dela, o carro, as roupas e o corpo dela... mas, queria o Ken. (não sei se era para namorar ele, ou poder ser ele..).

E, sem conseguir o "namorado da barbie" tive minha primeira frustração infantil ou, a minha melhor descoberta.

Pois, descobri algo interessante em passar as pernas de minha Barbie de cabelo de Cloro e a sem cabelos: Mulheres podiam sentir prazer com outras mulheres.. ou melhor, Barbie com Barbie também dava certo.

E, eu fui crescendo com minhas amigas fazendo as mesmas coisas com as Bonecas delas.

A Barbie sem dúvida, foi a boneca mais desejada e mais passada nas pernas de outras barbies.

Eu a parabenizo então, linda Barbie, por você ter mudado as minhas tardes depois da escola, onde eu imaginava as novelas e os romances pessoais, fazendo você concretizar essas cenas pervertidas.

E não são somente 5, 15, ou 25.. Você tem 50 anos e continua linda. “Se fosse de verdade, ia ver como a gravidade ia te fazer perder esse “peito arrebitado, e essa bunda durinha”.

Mas, agora é outra fase.. Cresci, e todo o bairro cresceu, mas nem sei se todas continuam com a minha imaginação...e eu brinco com barbies de verdade, não só a tarde, mas a noite (principalmente), nem sempre tão fúteis como a Barbie “modelo”, e tão bem interessante quanto a Barbie “Aventureira”.

Ah, mas se eu tivesse dinheiro.. pediria duas coisas:

- Um corpinho de Barbie;
- Uma Barbie de verdade agora aqui do meu lado, me fazendo coisas que fiz somente em mulheres de carne e osso, que julgo serem tão belas ou tão mais belas quanto você.

Ai Tina, que Saudade, minha Barbie Girl.



Bette, sem bonecas para brincar de verdade...

sexta-feira, 20 de março de 2009

Homofobia discutida nas escolas: acho digno!

Olá pessoas!

Bom, achei uma notícia interessantíssima que em meu ponto de vista pode servir de incentivo à mudanças no atual formato de nossa sociedade.

Vou transcrevê-la abaixo:

Programa discute homofobia nas escolas

BRASÍLIA - De acordo com um estudo da
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco),
de 2004, 60% dos professores não sabem lidar com a homossexualidade e 40% dos
alunos não gostariam de estudar com gays, lésbicas e transexuais.

Com o objetivo de promover o debate
aberto sobre o assunto nas escolas brasileiras, o Movimento de Lésbicas, Gays,
Bissexuais e Transgêneros (LGBT), em parceria com o Ministério da Educação (MEC)
e recursos aprovados pela emenda parlamentar da Comissão de Legislação
Participativa, lançam o “Programa Escola sem Homofobia”.

A proposta é desenvolver nos
estudantes a consciência sobre a importância de respeitar a integralidade do ser
humano e a diversidade. O programa prevê a capacitação de profissionais da
educação para o debate e combate à homofobia no ambiente escolar, por meio de
materiais e reuniões com professores e gestores.

Também será realizada uma pesquisa
sobre a homofobia no processo educativo da rede pública em dez capitais
brasileiras. Segundo a coordenadora municipal do Programa Adolescente Saudável,
Julia Cordellini, a ampla discussão do tema (homofobia) abre possibilidade para
a reflexão sobre a integralidade dos jovens, pois compreende sua saúde mental e
sexual.

As informações são da
ANDI
Se este programa tiver um bom pensamento, além de incentivo à incorporação do mesmo no Projeto Político Pedagógico das escolas, as crianças aprenderão a ser mais tolerantes, dando baixa à educação conservadora que ainda vemos por aí.
Se hoje reclamamos de discriminação, preconceito e todas essas mazelas sociais, é porque não houve uma educação de base consistente e eficiente que levasse a nossa sociedade a mudar de pensamento e tolerâncias às diversidades.
Eu sequer acho digno pronunciar "diversidade", pois o que faz essas pessoas serem melhores que eu a ponto de acharem que sou fora do padrão. O que é padrão? Quem tem aval pra ditar um padrão? Tá, não vou discutir conceitos, mas às vezes gosto de questionar a respeito.
Ainda sim, existem profissionais da educação como eu, como Bette, como Shane que independente de nossa orientação, não influenciamos nossos alunos de forma negativa em detrimento das pessoas com quem nos relacionamos, assim como a convivência com gays não influencia negativamente os alunos somente pelo fato de serem gays. Talvez pelo caráter que as pessoas apresentam, mas não por sua orientação sexual.
Então acho sensato e digno que a sociedade civil, juntamente com o governo, comecem a quebrar tais barreiras desde a educação, bem como os negros e índios brasileiros conseguiram fazer.
Como diria o Dinho dos Mamonas, gay também é gente, bahiano fala oxente (se bem que a Bette não é bahiana e também fala) e come vatapá.


Ele até que está gostosinha no vídeo...
xxAlicexx

quarta-feira, 18 de março de 2009

O preço do desejo

Desejo - Que sentimento é esse profundo?

Muita gente deseja o desejo e nem se percebe. E quando se tem desejo, nunca se esquece. Mas, alguém parou para analisar que ele tem também um preço?

Oras, tudo tem um preço na vitrine ou balcão. E um vendedor com chapéu do Mc avisa o quanto tem de dar (dar?, ops, pagar).

Vou deixar Freud descansando um pouco e vou analisar um pouco o que é Desejo, na visão Bette.

Desejo carnal, espiritual e material... Seja qual for o tipo de desejo, e a dimensão, ele custa sempre algo.

Mas, minha ex-vizinha buxudinha (grávida) dizia: claro que não..,e eu digo: - vomite querida, e me fale depois se não há preço (credo, momento grossa).

Pode ser de momento, ou de uma vida inteira. Se é longo, eu o chamo de sonho, se é curto, pode ser também parafraseado como tentação.

Quem nunca sentiu um desejo pela ex-namorada no encontro no quarto ou no carro, e quando viu, já estava traindo? “não falo a verdade, leitoras?”

Só para aprofundar esse tipo de desejo, essa semana me vi na seguinte situação: eu, bette, dando um certo sermão numa de minhas amigas blognautas. Gente, eu estava julgando um desejo que eu sei que pode ser avassalador e incontrolável... Logo eu...Bem, hum, han... ela estava errada, porém, tadinha, foi desejo.

Mas, voltando ao desejo e suas dimensões, eu na verdade não queria muito falar de um certo desejo momentâneo, mesmo sabendo que a maioria dos desejos tem uma duração que vai do ato de querer ao esquecimento no ato da entrega.

Viram o que disse? Falei algo que me condena nessa última citação: “esquecimento no ato da entrega..”, como se fossemos usar e...

Sim, é isso mesmo que você pensou. Estou falando o que já aconteceu comigo, e certamente com vocês. Depois que conseguimos aquele desejo, vamos perdendo o gosto, em alguns casos, sem perceber, e acabamos por jogar fora no lixo (by Sandra de Sá..rs).

Eu às vezes sou adepta dos desejos contidos e impossíveis, que nunca se realizaram e consomem algumas pessoas noite e dia, mas dão uma capacidade invejável de lutar por ele. É aquele desejo de ganhar a corrida que o atleta usa uma força “estranha”, como diz o Caetano.

Enfim, também não é esse desejo que estou falando.
Hoje eu quero falar um pouco profundo. Eu falo de um desejo de alcançar a lua. Mas, vocês podem fazer analogia com o desejo chamado “curso na faculdade”, “primeiro carro”, “título olímpico”..ou, namorar aquela garota que te deu fora a meses.

Eu só me lembrei disso, por que estou profundamente triste e aqui sentada na varanda, olhando o sol trocando-se com a lua, e achei que devo chamar esse desejo de ALCANÇAR A LUA, por ser tão alto e encantador.

Estou num dia pra baixo, e como os poetas dizem: a dor transforma-se em versos... E, eu, que
não sou poeta nem revolucionária, não vou poetizar nem queimar bandeiras, vou somente analisar os desejos, e vejo a constante resposta; eles merecem um preço, as vezes, absurdamente caro.

Meu desejo de alcançar a lua, não é coisa que pode se comprar numa loja por um valor real. Seja em que valor for, o preço material não paga o investimento pessoal e sentimental que eu ouso.
Falo de perder amores, pessoas e momentos. Ir a lua minhas caras, consome não só o tempo que você gasta na trajetória e a construção do foguete, mas também no tempo em que perde em contato com as pessoas que ali ficaram. Sou astronauta de um desejo de chegar à lua, e vejo que quando retornar, o tempo descoloriu os cabelos de muita gente, fez ficar branco não só os fios, como a memória e a continuidade do sopro de vida e esperança de muita gente.

Você decidiu trabalhar numa outra cidade, tem de viver longe da sua namorada, vai estudar fora, trocou de escola, foi jogar noutro time, aceita um novo emprego, compra um carro e deixa de ter contato com a terra, cresce tanto que não pode andar sem ser observado...

Um sonho ou desejo não é coisa barata. Envolve, como diz um aluninho meu: uma pepita de ouro ou pita de massa.

A lua é bem maior que eu pensei, quando estou próxima dela, alojada nesse teto em que me encontro de uma certa casa de vidro, me assusto, e nunca perco o interesse por ela, e caso eu, ou você perca o interesse por sua lua, certamente vai querer ir a Plutão ou Netuno. E o sonho-desejo sempre te levará a mais um preço, advinhem?

- Caro. Carésimo...carrerrézimo..

Hoje chorei como se não soubesse fazer o momento do “não-choro”. Não consegui trabalhar nem falar audívelmente com as pessoas que ligaram desesperadas com a minha irresponsabilidade profissional.

O preço do desejo é muito grande, e eu só consigo rever isso na hora exata em que cobram quase tudo num único momento. A minha casa de vidro quase caiu hoje, a lua é muito pesada.
Em resumo aos desejos, saibam segurar os estilhaços, blindar-se, ou voltar de cabeça erguida para a terra abraçando tudo e todos que você deixou.

Afinal, você vai concordar comigo, o preço do desejo é alto demais:

- Quase perdeu a noiva (né, N?),

- Bette, você viu Tina com uma namorada que não era você e na hora que ela atendeu o telefone na sua frente, dizendo a essa garota: amor? Que gutigute Betinha, quem mandou ir embora (corroendo por dentro).

- Viu que foi ficando só;

- O mundo inteiro mudando e você ainda preso a um momento lua, ou um pedaço de desejo.

- A globo te chamou e você não estava lá por conta de seu Sonho/desejo.

Agora é hora de desistir ou pegar a lua com as mãos e correr o risco de não suportar seu peso e sua energia.

Bette.
Num momento terra.

segunda-feira, 16 de março de 2009

As alternativas para a crise...

eu vi cada coisa essa final de semana para contornar a crise... Desde saias quase sem pano, e sexo dentro do carro..kkk.

As pessoas estão cada vez mais impossibilitadas de comprar tecidos, e usam pedaços de roupa. Sem falar, naqueles homens e mulheres que andam com calças rasgadas sem nenhuma vergonha em mostrar o pedaço da bunda.

Crise minhas amigas!!!

E o sexo? eu mesmo, quando era menos capitalizada já fiz também em carro, e até em cima de uma moto ou numa escada de prédio. Mas, o que falar daquele casal que eu vi transando no meio da rua... Na Federal onde estudei, eram comuns as camisinhas nas turmas a noite, vamos ter grana pelo menos para a camisinha, que por sinal, é doada em algumas campanhas.


E, diante da telinha mágica, que sai sons e imagem, coisa que mesmo que eu estude o escambal, nunca vou entender como ela funciona, vi uma entrevista de um comentarista cômico que fez a analogia:

O problema é da falta de PIB, com a crise feminina - não pensem que é a baixa do produto interno bruto...

lê-se: "Insuficiência de P na B"

e o comentarista termina dizendo: por isso é que as mulheres estão tendo de passar a crise com mulheres...

cruzes.. passada!

No primeiro momento achei grosseiro o comentário, e esperei que ele sentasse numa daquelas folhas de matinho que dá coceira (acho que era cansanção o nome da folha)..rs.

Mas, ele tem toda a razão. Crise de afeto, atenção, pegada... e nós ficamos sem homens de verdade. Se é que um dia conseguimos ver um homem a sério. E, do outro lado, fomos como uma nova espécie a fazer a mutação e sentir o prazer no lado delas.

Crise também é quando você só consegue "pegar" uma mulher no sonho... Elas estão difíceis também.

Crise... quando isso vai acabar.


Bette.
Fazendo alojamento contra a crise.

sexta-feira, 13 de março de 2009

Os opostos se atraem?

Fazendo um turismo pela heterolândia, fico a imaginar uma coisa somente: os corpos opostos se atraem de fato?

"No seriado Kit dizendo a Bette: ele é o homem mais organizado do mundo.. E Bette completa: mais ainda é homem. e a tampa do vaso.."

Enfim, o amor é amor, isso eu aprendi, envolve almas.. Mas, como viver com a pele mais grossa, mãos maiores, o entendimento menor pela sua própria anatomia e a tal "testosterona em excesso".

Ah, por falar nessa coisa: as vezes tenho vontade de saber como inibir isso- essa tal de Testosterona que faz um homem perto de vc só pensar em sexo .. já falei a eles, os homens, que eu possuo estrogênio (hormônio feminino) e a progesterona em excesso, que me faz ficar totalmente sensível e odiando sexo. E acho que vocês também pensam assim... É claro que tem mulher que parece mesmo que tem um brinquedinho "masculino" que não para de perder a vontade de fazer sexo.

Por isso, nos opostos e corpos iguais, vi que tem gente que quer mesmo sexo todo dia.. gentem eu não consigo esse efeito no meu corpo.

Eu ando aprendendo muitas coisas sobre os opostos. Uma delas, é que sempre teremos opiniões que se unem ou opôem-se, seja em qual sexo você se relaciona. Há uma união de medo e desejo de seguir o novo. Medo de que essa pessoa deixe de te amar, brigas com e sem razão. Tolerância e orgulho.

Alguém sempre tem de ter as rédeas, seja com mulheres ou homens. Em alguns momentos me sinto ativa, noutras, um cordeirinho bobo.

Seja com homens ou mulheres, seja lá se é lesbodrama ou heterodrama, tudo isso vai me deixar num ponto de largar tudo e pular da ponte.

Eu não sei mesmo se os opostos se atraem, só sei que as vezes morro de tesão por algo que um homem não tem, e quando estou com mulheres, sinto falta do órgão de verdade me penetrando.

Talvez não sejam os opostos que se atraem, e sim momentos iguais de uma química também parecida, um xero que muda o rastro do olhar e quando essa pessoa, diferente ou igual mostra o seu sentimento puro e capaz de fazer tudo por você, há uma intensão de continuar com aquela pessoa e fazer a pessoa feliz....

Eu só sei que estou apaixonada por um corpo oposto ao meu, e não sei se vocês conseguem me entender, ou mesmo, me perdoar...

Sinceramente,
Bette.